Os animais não conseguem falar por sí, portanto, somos nós que devemos falar por eles. Gillian Anderson
O 'American Pit Bull-Terrier' faz parte de uma lista de raças criadas e selecionadas especialmente para lutas entre animais. Como Pit Bull, no amplo sentido da palavra, entendemos na maioria das vezes cães do "tipo" American Pit Bull-Terrier, portanto sem Pedigree ou registro de raça, e seus descendentes mestiçados com outras raças. Felizmente, as lutas organizadas entre cães (rinhas de cães) estão proibidas na maioria dos países e a sua realização representa ato criminoso e deve ser denunciada. Até o Yorkshire-Terrier já fazia parte da lista de cães de luta, utilizado em lutas contra Ratazanas.
As raças de "luta" ou "guerreiras" têm sua origem nos tempos históricos, tendo sido usadas pelos Exércitos Gregos e Assirios nas suas batalhas. Na Roma antiga, lutaram em Estadios contra Ursos, Leões e Gladiadores.
Após a Idade Média, com a introdução de novos armamentos e novas técnicas de Guerra, estes costumes acabaram sendo abandonados, sendo gradativamente substituídos pelo seu uso como cão de guarda ou para tocar o gado. Começou então o esporte de "morder o touro", tendo como estrela o "Bull-Dog". Este esporte (esporte?) acabou sendo proibido totalmente no inicio do século 19.
Foi aí que as rinhas de cães tiveram seu apogeu. Em arenas lutaram cães contra cães ou outros animais. Como a luta entre dois Bull-dogues era muito curta, pois, rapidamente definia-se o vencedor, foi promovida a cruza com a raça Terrier, tornando assim a luta mais demorada e interessante devida a maior agilidade desta raça. Surgia então a raça Bull-and-Terrier.
Por serem as lutas realizadas em arenas (Ingles = pit) apelidou-se a raça mais utilizada nos Estados Unidos como "American Pit Bull-Terrier". Tal como nas nossas rinhas de galo, as apostas eram altas e podiam dar bons lucros aos criadores. Nestas arenas, as lutas eram realizadas sempre na presença de tres "autoridades" no assunto, um Juíz e dois assistentes. Esta presença de pessoas obrigava a selecionar raças absolutamente seguras em relação à pessoa humana, pois o juíz ou seu auxiliar tinham o dever de interferir na luta, levantando o cão durante a briga, sempre que julgasse necessário. O cão que mordesse a pessoa era automaticamente desclassificado, perdendo assim todo o valor para o criador.
Estas lutas, também, acabaram proibidas, mas, as raças do grupo "Bull-Terrier" continuam encantando os seu donos até hoje. Quem tem um Pit Bull em casa pode testemunhar o carinho que o cão tem com as pessoas, assemelhando-se o seu temperamento ao do Boxer Alemão.
Infelizmente, nem todo o Proprietário, que tem um cão desta raça, sabe lidar com ele. Ou por treinamento inadequado (um verdadeiro crime!) ou por demonstrar insegurança na lide do dia a dia, o cão percebe o medo, consciente ou inconsciente, do dono e acaba por perder o respeito natural por ele e pelo ser humano em geral. Daí para um primeiro ataque é um passo. Naturalmente entre atacar ("lutar com") uma pessoa atulta e forte ou uma criança indefesa, o primeiro ataque será provavelmente à criança. Neste aspecto o cão criado para a luta difere das outras raças, que na maioria das vezes, ainda preservam o instinto natural protetor para com os filhos do dono.
É esta minoria de Proprietários despreparados ou irresponsáveis, que ainda vai acabar levando a sociedade a exigir a extinção da raça.
E, apesar da imensa maldade das pessoas com os cães, eles ainda assim continuam nos amando.
(Eicke)
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CÃO MAIS FEROZ DO MUNDO
Segundo uma pesquisa realizada recentemente pela Publicação Científica APPLIED ANIMAL BEHAVIOR SCIENCE e divulgada pela BBC, o cão mais feroz do mundo é o DACHSHUND. Avaliando a agressividade dos cães, independentemente da mordida, a citada revista descobriu o óbvio: as raças pequenas são em geral as mais agressivas.
Confira abaixo as dez raças mais ferozes, segundo esta pesquisa:
1º Dachshund
2º Chihuahua
3º Jack Russel Terrier
4º Akita
5º Pastor Australiano
6º Pit Bull
7º Beagle
8º Springer Spaniel Ingles
9º Border Collie
10º Pastor Alemão.
O que confere gravidade à agressividade dos cães de raças maiores, é o seu tamanho aliado à inexperiência do proprietário em lidar com o comportamento dos mesmos.
(Yahoo Notícias - 07/07/2008)